segunda-feira, 1 de abril de 2013

Escala Numérica de Dor




Escala Numérica de Dor


Colaboração: Elisangela Alves e Marisa Santos Zerza – Hospital e Maternidade São Luiz – São P



A dor já é considerada o 5º sinal vital.

A avaliação da dor é um processo complexo no qual o pesquisador só pode realizá-la a partir do relato de quem sofre uma agressão tecidual. A precisão na descrição da dor tem como indicativo o relato subjetivo do paciente. (Pereira LV, Sousa FAEI. Estimação em categorias dos descritores da dor pós-operatória. Rev Latino-am Enfermagem 1998 outubro; 6(4):77-84).

Sendo a percepção dolorosa conceituada como experiência sensorial e emocional desagradável, associada à lesão tecidual real, ou potencial, ou descrita em termos dessa lesão(2-5). (Pereira LV, Sousa FAEI. Mensuração e avaliação da dor pós-operatória: uma breve revisão. Rev Latino-am Enfermagem 1998 julho; 6(3):41-48. Teixeira MJ, Figueiró JAB. Dor: epidemiologia, fisiopatologia, avaliação, síndromes dolorosas e tratamento. São Paulo (SP): Grupo Editorial Moreira Jr; 2001.)

O controle eficaz da dor é um dever dos profissionais de saúde, um direito dos doentes que dela padecem e um passo fundamental para a efetiva humanização das Unidades de Saúde.

O sucesso da estratégia terapêutica analgésica planejada depende da monitorização da dor em todas as suas vertentes.

A avaliação e registo da intensidade da dor, pelos profissionais de saúde, tem que ser feita de forma contínua e regular, à semelhança dos sinais vitais, de modo a otimizar a terapêutica, dar segurança à equipe prestadora de cuidados de saúde e melhorar a qualidade de vida do paciente.

O enfermeiro explica ao paciente a escala numérica de dor de modo que a nota 0 (zero) significa que o paciente não sente nenhuma dor e a nota 10 significa dor em seu grau máximo. Essa escala ajuda o enfermeiro e o paciente a acompanhar sua melhora de acordo com a conduta analgésica tomada.




ESCALA NUMÉRICA DA DOR
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
 0 = nenhuma dor                                                                                                 10= máxima dor

escala de coma de Glasgow (ECG)



escala de coma de Glasgow (ECG) é uma escala neurológica que parece constituir-se num método confiável e objetivo de registrar o nível de consciência de uma pessoa, para avaliação inicial e contínua após um traumatismo craniano. Seu valor também é utilizado no prognóstico do paciente e é de grande utilidade na previsão de eventuais seqüelas.
Inicialmente usado para avaliar o nível de consciência depois de trauma encefálico, a escala é atualmente aplicada a diferentes situações.
Uma escala similar, a Escala Rancho Los Amigos é usada para avaliar a recuperação e pacientes com ferimentos encefálicos.



    ESCALA DE GLASGOW
Abertura OcularEspontânea4
 Ao comando verbal3
 À dor2
 Ausente1
Resposta MotoraObedece comandos6
 Localização à dor5
 Flexão inespecífica (retirada)4
 Flexão hipertônica3
 Extensão hipertônica2
 Sem resposta1
Resposta VerbalOrientado e conversando5
 Desorientado e conversando4
 Palavras inapropriadas3
 Sons incompreensíveis2
 Sem resposta1

Traumas Graves :  3 a 8
Traumas Moderados : 9 a 12
Traumas  Leves :  13 a 15.


História



A escala de coma de Glasgow foi publicada oficialmente em 1974 por Graham Teasdale e Bryan J. Jennett, professores de neurologia na University of Glasgow, na revista Lancet, como uma forma de se avaliar a profundidade e duração clínica de inconsciência e coma.
Em 1970, o National Institutes of Health, Public Health Service, U.S. Department of Health and Human Services, financiou dois estudos internacionais paralelos. Enquanto um estudou o estado de coma de pacientes com traumatismo cranianos severos, e o segundo focalizou o prognóstico médico do coma. Os pesquisadores desses estudos desenvolveram então o "Índice de coma", que posteriormente transformou-se na escala de coma de Glasgow, à medida que os dados estatísticos aplicados afinaram o sistema de pontuação, tendo então o número 1 como a pontuação mínima e, depois, uma escala ordinal foi aplicada para observar tendências.
A escala de coma de Glasgow inicialmente fora desenvolvida para ser utilizada como facilitador, ou melhor, instrumento de pesquisa para estudar o nível de consciência de pacientes com trauma craniano grave e, de forma incisiva, mensurar a função em pacientes comatosos, dada a dificuldade da definição da extensão da lesão cerebral.


Elementos da escala

A escala compreende três testes: respostas de abertura ocular, fala e capacidade motora. Os três valores separadamente, assim como sua soma, são considerados.
123456
OcularNão abre os olhosAbre os olhos em resposta a estímulo de dorAbre os olhos em resposta a um chamadoAbre os olhos espontaneamenteN/AN/A
VerbalEmudecidoEmite sons incompreensíveisPronuncia palavras desconexasConfuso, desorientadoOrientado, conversa normalmenteN/A
MotorNão se movimentaExtensão a estímulos dolorosos (descerebração)Flexão anormal a estímulos dolorosos (decorticação)Flexão inespecífica (normal)/ Reflexo de retirada a estímulos dolorososLocaliza estímulos dolorososObedece a comandos   




Abertura ocular (AO)

Existem quatro níveis:


4 Olhos se abrem espontaneamente.
3 Olhos se abrem ao comando verbal. (Não confundir com o despertar de uma pessoa adormecida; se assim for, marque 4, se não, 3.)
2 Olhos se abrem por estímulo doloroso.
1 Olhos não se abrem.

Melhor resposta verbal (MRV)
Existem 5 níveis:
5 Orientado. (O paciente responde coerentemente e apropriadamente às perguntas sobre seu nome e idade, onde está e porquê, a data etc)
4 Confuso. (O paciente responde às perguntas coerentemente mas há alguma desorientação e confusão)
3 Palavras inapropriadas. (Fala aleatória, mas sem troca conversacional)
2 Sons ininteligíveis. (Gemendo, grunido, sem articular palavras)
1 Ausente.

Melhor resposta motora (MRM)


Existem 6 níveis:
6 Obedece ordens verbais. (O paciente faz coisas simples quando lhe é ordenado.)
5 Localiza estímulo doloroso.
4 Retirada inespecífica à dor.
3 Padrão flexor à dor. (decorticação)
2 Padrão extensor à dor. (descerebração)
1 Sem resposta motora.

Interpretação

  • Pontuação total: de 3 a 15
    • 3 = Coma profundo; (85% de probabilidade de morte; estado vegetativo)
    • 4 = Coma profundo;
    • 7 = Coma intermediário;
    • 11 = Coma superficial;
    • 15 = Normalidade.
  • Classificação do Trauma cranioencefálico (ATLS, 2005)
    • 3-8 = Grave; (necessidade de intubação imediata)
    • 9-12 = Moderado;
    • 13-15 = Leve.

Escala pediátrica

  • Melhor resposta motora:
  1. Nenhuma resposta.
  2. Extensão(descerebração).
  3. Flexão(decorticação).
  4. Se afasta da dor.
  5. Localiza a dor.
  6. Obedece aos comandos.
  • Melhor resposta verbal:
  1. Nenhuma resposta.
  2. Inquieto, incosolável.
  3. Gemente.
  4. Choro consolável, interação adequada.
  5. Sorri, orientado pelo som acompanhando objetos, ocorre interação.
  • Ocular:
  1. Nenhuma.
  2. Com a dor. (ex. leve beliscão)
  3. Com a fala.
  4. Espontâneo.


domingo, 31 de março de 2013

Como funciona: Sala de cirurgia

SALA DE CIRURGIA. COMO FUNCIONA.




Do posicionamento da equipe à localização dos equipamentos, tudo é planejado para que os médicos façam o trabalho com a maior agilidade possível. Ainda assim, cirurgiões, enfermeiros e paciente chegam a ficar até 12 horas lá dentro no caso das operações mais complicadas.

Para começar, a higiene tem que ser total e absoluta. Além de usar uma roupa especial, cobrir o cabelo com uma touca, o rosto com uma máscara e os sapatos com capinhas, todos que irão entrar na sala devem lavar as mãos com uma solução bactericida. Ninguém pode encostar em nada até colocar as luvas. Os objetos, por sua vez, são todos descartáveis ou, então, rigorosamente esterilizados. Durante a operação, o cirurgião recebe a assistência de uma equipe constituída, normalmente, de quatro pessoas escolhidas por ele: o anestesista, o instrumentador e dois auxiliares de enfermagem. "Os materiais e os medicamentos necessários são previamente selecionados e enviados à sala apenas alguns minutos antes do início da operação", afirma o cirurgião Laércio Martins, responsável pelo Bloco Cirúrgico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, SP.
Existe ainda um setor de apoio técnico, que permanece de plantão caso ocorra algum problema com o arsenal de equipamentos elétricos e eletrônicos utilizados durante as cirurgias - como os monitores que acompanham os sinais vitais do paciente. "Mas esses problemas são raros, porque os mesmos técnicos fazem uma manutenção preventiva diária para evitar transtornos na hora da operação", diz Laércio.
Todos por umCirurgião coordena equipe composta de anestesista, instrumentador e auxiliares
Mesa de instrumentos
Fica ao lado do instrumentador, com todos os instrumentos dispostos na ordem em que serão usados durante a cirurgia. Chamam a atenção os diversos tipos de tesoura - algumas para corte e outras que funcionam como pinças para estancar o sangue. Há ainda gaze, bisturis e fio de costura cirúrgico, entre outros itens
Auxiliar e Técnico de enfermagem
Normalmente são dois: um para o anestesista, outro para o instrumentador e os cirurgiões. São eles os responsáveis pelo funcionamento de todos os equipamentos da sala de operações, posicionamento do paciente na mesa de cirurgia , registros relatando tudo oque ocorre durante o procedimento. É considerado pelo cirurgião peça principal para o sucesso do procedimento técnico. São o principal elo entre o paciente e os outros membros relacionados ao procedimento cirurgicoAlém deles, existem enfermeiros que podem entrar e sair da sala durante a cirurgia, caso seja necessário algum contato com o mundo exterior
Cirurgião
O maestro da orquestra. Todos estão ali para auxiliá-lo. Como está em contato direto com o paciente, ele usa uma máscara especial, com protetor de plástico, para evitar que secreções atinjam os olhos
Instrumentador
É literalmente o braço-direito do cirurgião: sua função é entregar a ele cada instrumento no momento em que será usado
Anestesista
Além de aplicar a anestesia e cuidar da sua manutenção, é o principal responsável pelo acompanhamento dos sinais vitais do paciente, como pressão sangüínea, temperatura e respiração
1. Torre de equipamentos
Pelo monitor, a equipe acompanha os sinais vitais do paciente, como batimentos cardíacos e pressão arterial. O ventilador funciona como auxílio para a respiração: durante a anestesia geral, a pessoa necessita desse aparelho para inalar e exalar por ela. O aspirador suga secreções como sangue e linfa, quando vazam durante a cirurgia, e também aspira o soro fisiológico usado para limpar a região que está sendo operada
2. Carrinho de medicamentos
É uma espécie de reserva de remédios e itens (como agulhas e seringas) não requisitados pelo cirurgião, no caso de ocorrerem situações imprevistas
3. Foco cirúrgico
A intensa luz branca é fundamental para garantir a máxima visibilidade. Os focos são móveis e podem ser posicionados de acordo com a necessidade do cirurgião
4. Cesto de materiais usados
Tudo o que o cirurgião não vai usar mais é jogado aqui dentro. A equipe conta cata item utilizado (da gaze aos instrumentos) para ter certeza de que nada ficou dentro do paciente
5. Manta térmica
A sala é mantida fria, por isso se usa essa coberta especial para aquecer o paciente. Um motor regulado por termostato bombeia ar quente para dentro da manta através de um tubo
6. Mesa cirúrgica
Bem estreita, ela pode ser posicionada de várias formas e conta com acessórios de extensão para braços e pernas, caso o paciente precise ser posicionado de forma diferente
7. Bisturi elétrico
O equipamento funciona como um bisturi normal - com a vantagem de coagular o sangue logo após o corte, evitando hemorragias e reduzindo sangramentos